quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não é dever do Estado decidir quem devemos amar.

O casamento, seja ele oficial e de papel passado, ou meramente uma união estável de duas pessoas que se gostam é antes de tudo uma celebração à união. Duas pessoas decidem que se amam o suficiente para dividirem o mesmo teto, o mesmo quarto, a mesma cama. E resolvem abrir mão de uma série de coisas que a vida solitária proporciona em troca de tantas outras que a vida a dois permite. Vejamos como o Dicionário Houaiss explica o verbete "Casamento":


3 Derivação: por extensão de sentido.

qualquer relação comparável à de marido e mulher

4 Derivação: por extensão de sentido.

o ritual que confere o status de casado, esp. a cerimônia de casamento e suas festividades

5 Derivação: sentido figurado.

associação, aliança

Ex.: o c. político de dois partidos

6 Derivação: sentido figurado.

combinação harmoniosa de duas ou mais coisas; união estreita e íntima

Perceberam? Essa união a qual o dicionário se refere é uma união de DUAS PESSOAS. Sejam elas homens ou mulheres. O essencial dentro da relação é o carinho, o respeito e o desejo de se doar para a outra parte por completo. É assim que uma relação duradoura funciona, seja ela um casamento ou não.

O problema consiste no fato de que a justiça tomou para si a utilização da palavra casamento e decidiu que homens só podem casar-se com mulheres e vice-versa. Eu discordo. Não acho que seja um dever, obrigação ou direito do Estado decidir quem as pessoas vão amar.

A Argentina deu um passo importante nesse sentido aprovando a união entre pessoas do mesmo sexo. Logo eles, os tais arrogantes tão achincalhados por nós. Enquanto isso o Brasil comemora o "Dia Do Homem" no Twitter. Até quando?

Se eu fosse argentino daria o seguinte conselho aos brasileiros: se você é gay, já que o casamento é proibido, não se case com a pessoa que você ama. Apenas ame-a, debaixo do mesmo teto, dentro do mesmo quarto, em cima da mesma cama. Deixe que o Estado comemore e celebre o casamento e a união do Preconceito com a Hipocrisia.

5 Comentários:

Geraldo disse...

Olá Marcel,

Partilho da tua opinião, a intervenção do Estado não contribui para o sucesso da relação, isto cabe única e exclusivamente às pessoas.

Abraço

Juliana disse...

Marcel, não é dever do Estado decidir quem vamos amar, mas é sim dever do Estado assegurar os mesmos direitos legais dos casais heterossexuais aos casais homossexuais.

No Brasil, faz-se de conta que não existem milhares de casais gays, vivendo sob o mesmo teto, em relações sólidas e duradouras, criando seus filhos (adotivos ou não), mas que na hora de pleitearem inclusão do cônjuge em um seguro de vida, uma pensão ou algo parecido, a lei não lhes assegura absolutamente nada.

É triste.

Meus parabéns aos argentinos por tamanha conquista à cidadania de sua população homossexual.

Meu pesar pelos brasileiros que são contra a UNIÃO CIVIL dos nossos casais homossexuais.

Olga Vieira disse...

Concordo, o dever do Estado é apenas nos propiciar o melhor, independente da opção sexual de cada um. Além do casamento livre, esta aqui no Brasil em andamento a aprovação da lei de adoção de criaças (oficial)por casais gays. Vcs sabiam que não há em nenhum lugar denucias de pedofilia com crianças que vivem com casais gays? Enquanto que tantos pais de sangue, abusam de seus filhos.

eduardo.mps disse...

Denying, it's always denying: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8772014

"Hikari" - Édipo disse...

@Olga Vieira

Permita-me discordar de ti em certo ponto.

O fato do casal ser homossexual, não interfere no aumento ou diminuição da pedofilia.

E pedofilia, não é atribuída a casais gays porque ainda não há "quantidade suficiente" de pessoas.

Pedofilia é um mal do ser humano, seja hétero, bi, trans, etc.

Além do mais, pedofilia homossexual é denomidada pederastia, no caso masculino.

No mais, concordo que eles devem possuir direitos iguais, mas discordo se aferirem que eles devem possuir direitos diferentes aos já existentes aplicados aos héteros, afinal, sexo não quer dizer opção sexual, mas a naturalidade do ser como masculino ou feminino.

Nunca vi ninguém preencher num formulário, a parte "Sexo" informando sua opção sexual... O.o

Imagine:
Nome: Fulano de Tal
Sexo: Bissexual O.o


Abraços a todos

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