segunda-feira, 21 de março de 2011

Figurinhas: velha brincadeira, nova diversão.

Um dos passatempos que eu tinha quando criança era colecionar figurinhas. Álbuns de figurinhas sempre foram uma diversão excelente, pois estimulam o cérebro e provém conhecimento das mais diversas formas. Pra uma criança em pleno crescimento então, é um prato cheio.

A arte de colecionar em si, sejam figurinhas ou não, envolve uma série de valores que atuam diretamente na formação do caráter de uma criança. No caso das figurinhas, completar um álbum exige perseverança, persistência, paciência e valorização do dinheiro. Salvo raras exceções de crianças mais abastadas, crianças normais (ao menos na minha época) vivem de mesada e devem aprender desde cedo a gastar esse dinheirinho com maestria. Então, não dá pra comprar figurinha sempre sob pena de ficar sem dinheiro pra outras atividades.

No meu caso, sempre levei vantagem pois era muito bom em todo tipo de esporte e o Bafo está incluído nesse leque. O primeiro álbum de figurinhas que recordo ter colecionado foi o da Fórmula 1, em 1989. Eu fazia a 4a série na época (calcule x pra saber minha idade). Eu já era apaixonado por Fórmula 1, Piquet havia sido campeão em 1987 e Senna acabara de conquistar seu primeiro título mundial. Era natural me interessar pelo esporte pois o Brasil dominava as corridas de F1 na época.


O álbum foi completado a duras penas. Mas me orgulho de dizer que completei mais de 50% dele ganhando as figurinhas no Bafo. É estranho recordar desse álbum e ver que alguns pilotos já morreram...

Em seguida parti para o famoso álbum do Campeonato Brasileiro, que era coisa de ninja pra completar. Esse eu não lembro se completei ou não. O álbum era bem legal, mas tinha um problema: o volume de figurinhas era imenso e elas não eram auto-colantes, ou seja, com as habilidades nem um pouco desenvolvidas no quesito artes plásticas, pirralhos transformavam seus álbuns em Necronomicons. Os álbuns ficavam largos, pesados e duros como pedra por conta da quantidade de cola utilizada. Os mais espertos usavam cola-bastão, os outros usavam aquelas colas Cascolar e o resultado era um papel tão duro que se derrubassem o álbum no chão era provável que o álbum se quebrasse. Havia ainda os que faziam as próprias colas dentro de casa, o chamado grude. Esses sofriam mais ainda.

A partir daí colecionei outros álbuns que não me marcaram tanto, por isso não vou listar. Só uma nota rápida: também tive vários daqueles pequenos álbuns que circulavam em periferias, de péssima qualidade, que ao completar determinada página você tinha direito ao prêmio da foto, que iam de ferro de passar roupa a liquidificador.

Redescobri o gosto pelos álbums de figurinhas nesse último aniversário. Minha cunhada me presenteou com um álbum da NBA, produzido pela Panini, um ícone nessa área. Descobri que colecionar figurinhas depois de adulto é tão divertido quanto quando criança, com uma pequena diferença: um pouco da mágica de completar o álbum é perdida, pois agora eu posso ir na banca de revistas e comprar uma montanha de figurinhas, completando o álbum mais rápido. Também não tenho companhia para disputar figurinhas no bafo...

Mas nisso, as empresas que fazem os álbuns dão uma forcinha. Algumas figurinhas são mais raras pra fazer você comprar mais e mais, te deixando com um monte de figurinhas repetidas. E aí tudo volta ao normal, com a saga em busca das que faltam te fazendo procurar novos amigos em busca dessa singela conquista.

Meu amigo @becher me deu a dica do TrocaFigurinhas, um site exclusivamente dedicado a quem quer trocar figurinhas para os álbuns que coleciona. É por isso que eu amo a Internet.

4 Comentários:

Marta disse...

Grande mania na copa do mundo ano passado! Eu estava trabalhando na Abril e as pessoas saíam no meio do expediente para caçar figurinhas pelas bancas. Eu não brinquei porque não gosto de copa, mas fosse de qualquer outra coisa, certeza que estaria lá!

Não tive muitos albuns quando criança mas lembro de três: um de pokémon, um da Sakura Card Captors e um mais bobinho, desses de bairro também. Eu já tinha 12 anos quando comecei a gostar, então acho que não completei por falta de quem trocar as figurinhas. #foreveralone

Mas é super divertido :D Coleções são sempre legais :)

Fernando disse...

Adendo 1: Álbuns de péssima qualidade do cavaleiros do zodíaco eram uma diversão. O próprio álbum custava 5 CENTAVOS, assim como o pacotinho.

Adendo 2: Meu último álbum foi o da Copa de 2006, da Panini, que me fez lembrar como tal passatempo é EMOCIONANTE.

Prof. Walter Pereira disse...

Colecionar figurinhas, quando eu tinha 8, 9 ou 10 anos (hoje tenho 60) era melhor que um orgasmo, apesar que naquele tempo não sabia o que era um orgasmo e hoje também.
Minha nossa, quando conseguia uma carimbada, era só alegria, felicidade, gritaria doida!
Que pena, não grito mais!
Abraços
Walter Pereira

Renata Checha disse...

Coleciono até hoje, só dei uma parada porque hoje é um hobby caro. Mas o Troca Figurinhas realmente é uma mão na roda!! E o legal é que o pessoal leva super a sério e automaticamente vão excluindo os membros que tão lá de auê.

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